Em entrevista, parlamentar esclareceu que classificação do PCC e CV como grupos terroristas vai permitir o rastreio internacional de fintechs.
MANAUS (AM) - O vereador bolsonarista Coronel Rosses (PL) esclareceu, em entrevista nesta segunda-feira (1/6) ao programa Onda News, da Rede Onda Digital, os desdobramentos práticos da decisão do governo dos EUA de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Aos jornalistas Ana Flávia e Gerson Severo Dantas, o parlamentar detalhou como a medida vai sufocar o crime organizado na Amazônia pelo estrangulamento de capitais.
Rosses apontou que a população do interior vive refém dessas estruturas, o que compromete a soberania e a economia local.
"É a realidade do Amazonas hoje, da população que vive à mercê da floresta amazônica, principalmente sob o domínio do narcotráfico. Nós não temos soberania, que quase a metade dos municípios hoje do Amazonas sobrevive financeiramente através do recurso, do dinheiro do narcotráfico", alertou.
O vereador, que também preside a Comissão de Segurança de Manaus, explicou que o enquadramento americano aciona protocolos internacionais para identificar fintechs e polos bancários internacionais usados para escoar e lavar o dinheiro do crime. Por fim, ele fez questão de afastar o receio de qualquer intervenção militar estrangeira na região.
"A gente quando pensa em combater o narcotráfico, pensa que vai entrar uma tropa americana armada de fuzil, de drone, invadindo a periferia. Não se trata disso. Trata-se de sufocar o cérebro do narcotráfico, que é o quê? A conexão, a rota do dinheiro", finalizou o parlamentar.
